domusmodus é a junção de duas palavras que traduzem as duas premissas que motivaram a criação da empresa: a ideia de inovação e a ideia de respeito.
Domus designa, na sua origem, a habitação urbana. Teve como derivada a palavra dominius, amo ou senhor da casa. Com a degradação da vida urbana, motivada quer pelas guerras quer pelas epidemias, as domus, de “pedra e cal”, limitaram-se à sua menor expressão, deixando lugar às casae, às casas de madeira e barro. Durante muito tempo as domus restringiram-se aos palácios e às igrejas: eram as casas dos senhores, ou do Senhor. Dai a designação italiana de duomo (domo ou domus) para a Igreja principal.
A ideia de inovação está implícita na domus que agora se propõe, com a reinterpretação da casa, entendendo esta não apenas como uma habitação urbana, mas como uma habitação de excelência em qualquer lugar.
A diferenciação entre casa rural e casa urbana foi mitigada. A viragem para o terceiro milénio funcionará como charneira para a derradeira mudança civilizacional, em que as populações rurais e locais deixam definitivamente de existir, dando lugar aos “cidadãos do mundo”.
A ideia de respeito faz também parte da etimologia mais contemporânea da palavra domus, e aceita de forma crítica a nova civilização, o “cidadão do mundo”, entendendo-o não como mais um, mas como senhor individualizado, como sujeito único. As casas e projectos domusmodus são, por isso, propostas de identidade e de excelência.
A segunda palavra – modus – tem também o seu último sentido nas premissas inovação e respeito. O seu significado está no “como” operar, no modo de actuar. As suas aplicações englobam um vastíssimo campo de actividades, desde as tecnologias construtivas, ao modo de tratar o terreno, de divulgar as ideias, de receber o cliente, de interpretar a natureza.
Sintetizando, o nome domusmodus contém a sua pretensão última, que é o peculiar enfoque no vector Arquitectura, pois inclui “o que se faz” – domus, no seu sentido mais profundo – e “o como se faz”– modus, no contexto da empresa.
